terça-feira, 26 de abril de 2011

Rio boat show 2011 Rio

  Vai ter início no dia 27/04/2011 o Rio boat show, que vai até o dia 03/05/2011, na marina da gloria. Não deixem de visitar tanto a marina como o site do evento.

Link : http://www.boatshow.com.br/

Aqui uma ajuda para os iniciantes


Planos para Construção Amadora

Processos de Construção



Especificamos nossos projetos para seis sistemas construtivos, empregando os materiais mais usados em construção de embarcações. Embora existam muitos outros processos, preferimos nos concentrar naqueles em que o material é de fácil obtenção no Brasil, a construção não é muito complicada e que resultem num produto final de alta qualidade, durável e seguro. Fazemos em seguida um resumo explicativo dos processos que adotamos.

Processo Ply-Glass


Este é um dos processos mais interessantes para a construção amadora. A qualidade do barco final é insuperável, não há perda de modelos, o sistema é fácil de executar, obtendo-se um bom isolamento térmico e um peso reduzido para a rigidez alcançada. Pode-se dizer que pelo lado menos positivo tenha-se a limitação de não se poder fazer cascos redondos. Os barcos em ply-glass devem ser do tipo facetado, ou seja, em corte transversal o casco não é arredondado, mas sim tem uma forma poligonal em que os cantos são chamados "chines" (pronuncia-se chaines). Para alguns, os barcos desse tipo com um ou mais chines (neste caso chamados de multichines), não são tão bonitos quanto os cascos de formas redondas. Isto é uma questão de gosto, mas alguns barcos multichines, quando bem desenhados e bem construídos podem ficar excepcionalmente atraentes.
Além do controvertido fator estético, a construção em ply-glass apresenta uma dificuldade de ordem prática. O barco é construído em madeira compensada e depois revestido com resina reforçada com fibra de vidro. Este revestimento é fácil de ser aplicado e dá um resultado excelente como material de reforço e isolamento. O problema é lixar a superfície externa uma vez que a fibra de vidro é muito dura e o pó da lixagem ao entrar nos poros da pele costuma causar coceiras.
Esse inconveniente é inevitável e, quem quiser ter um bom barco com um bom acabamento deve estar preparado para alguns dias de sacrifício, e superar esta etapa.
O processo se resume no seguinte:
Após a fabricação em bancada da estrutura transversal, ou seja, cavernas e anteparas, estas são fixadas em pé sobre uma base (picadeiro) e unidas por peças de madeira longitudinais (quilha, chines, etc.) Sobre esta estrutura é pregado e colado com epoxy compensado naval relativamente fino, o que representa um trabalho bem fácil de ser executado. Uma vez todo coberto o casco com compensado, são aplicadas várias camadas de fibra de vidro saturadas com resina (poliester ou epoxy). Uma vez curada a resina é então feita aquela lixagem externa para que o casco possa ser pintado. Para o convés repete-se a operação, sobrepondo por uns 50 mm à laminação do costado. Internamente o compensado e toda a estrutura devem ser saturados com duas mãos de resina epoxy para impermeabilização, garantindo desta forma uma imensa durabilidade. A madeira saturada com epoxy se petrifica em sua superfície, eliminando a possibilidade de instalação de fungos. Um bom exemplo da excepcional qualidade do processo é o veleiro Multichine 23 de nome "Caso Sério". Construído em 1980 e muito bem usado durante todos estes anos ainda hoje está em estado de novo, sem uma gota d'água sob os paineiros e quando se faz um furo para a instalação de algum equipamento novo ainda se sente o aroma da madeira virgem. A maioria dos barcos de série de fibra de vidro de mesma idade já está em mal estado, enquanto que o "Caso Sério" parece um barco novo. O próximo barco de Roberto Barros com o qual ele e sua esposa Eileen pretendem viajar para o Pacífico Sul é construído por esse processo. O objetivo da escolha foi construir um barco para uso intensivo praticamente isento de manutenção e capaz de durar algumas dezenas de anos sem envelhecer. Existem algumas falácias insistentemente repetidas que precisam ser desmistificadas.
  1. A madeira tem que respirar, logo não se deve saturar o interior do barco para evitar apodrecimento. Conceito totalmente errado. A madeira não respira. O que respira e precisa de umidade para se proliferar é o fungo que se aloja nela. A saturação com resina epoxy impede o apodrecimento e torna a madeira um dos materiais mais duráveis que se possa utilizar na construção de embarcações.
  2. Não se deve encapsular madeira com fibra de vidro pois não há aderência entre os dois materiais. Conceito parcialmente errado. A madeira maciça absorve vapor d'água quando a umidade relativa do ar está alta e perde vapor d'água em dias secos aumentando e diminuindo suas dimensões transversais neste processo. Longitudinalmente quase não há variações de dimensionamento. Quando a madeira é totalmente encapsulada ela não troca mais umidade com a atmosfera e consequentemente mantém estabilidade dimensional. Compensado naval, por sua construção com fibras perpendiculares é dimensionalmente estável e pode ser revestido com fibra de vidro com segurança. O processo ply-glass pressupõe que a espessura da fibra de vidro seja em torno de um terço da do compensado, se a resina utilizada for poliester para a saturação da fibra de vidro. No caso de resina epoxy a laminação poderia ser mais fina, todavia nos barcos de ply-glass a fibra de vidro tem função estrutural e não pode ser diminuída excessivamente. O processo ply-glass pressupõe obrigatoriamente a saturação interna do barco com duas mãos de resina epoxy.

A construção em ply-glass, considerando-se a alta qualidade do barco concluído e sua longa durabilidade com mínima manutenção é um dos processos mais interessantes, para quem quer ter a certeza de construir um bom barco.

Casco do Multichine 28 FIU recebendo o revestimento de compensado

Multichine 28 Utopya sendo colocado na água

Construção em Strip-Planking


Este é o método mais econômico de construir um casco. Para quem quiser fazer um bom barco, robusto e durável de uma forma rápida e barata este sistema é imbatível.
O processo consiste no seguinte:
  1. Fabricam-se seções com a forma do casco (balizas quando temporárias, cavernas e anteparas quando permanentes);
  2. Preparam-se ripas estreitas nas quais são tupiados um cavado e um abaulado como se fossem um macho e fêmea. Estas ripas são os chamados strips;
  3. Em seguida prepara-se a quilha de madeira moldada, a roda de proa e o trincaniz (peça de madeira de reforço entre convés e costado) que são fixados sobre cavernas, anteparas e (ou) balizas;
  4. Após isso é feito o revestimento com os strips. Estes são pregados e colados um ao outro assim como à estrutura, sendo apenas pregados provisoriamente às balizas, pois estas serão retiradas depois;
  5. Finalmente o casco é lixado e impregnado com duas mãos de resina epoxy, por dentro e por fora, para a saturação da superfície da madeira. Algumas pessoas preferem aplicar externamente o epoxy reforçado com uma camada fina de tecido de vidro. Essa camada de tecido fino dá maior proteção no caso do casco raspar numa pedra ou beirada de cais.

O processo strip-planking requer que as ripas sejam emendadas em juntas chanfradas para que fiquem com o comprimento necessário. É difícil encontrar madeira com mais de 5 metros de comprimento. O processo requer também bastante cuidado na colagem e na saturação com resina epoxy.
Tomados estes cuidado o casco de strip-plank está pronto para a pintura e uma longa vida praticamente sem manutenção.
Em cascos de strip-plank a melhor solução para o convés é o sistema ply-glass explicado anteriormente.
Cavernas preparadas para receber o revestimento de strip-planking

Revestimento em strip-planking completo

Laminado Moldado


Este é um dos mais belos métodos de construção que existem. Para os apreciadores, esta é a oportunidade de usar a madeira, com um resultado igual ou superior ao plástico reforçado com fibra de vidro.
Este processo tem duas variantes: ou lamina-se o casco sobre uma estrutura longitudinal ou sobre um engradado, com a forma interna do casco, ficando a estrutura para ser colocada após a viragem do casco.
Pelo segundo sistema, costuma-se eliminar a estrutura longitudinal, compensando-a por um aumento da espessura do casco, permitindo um acabamento liso internamente, que pode ficar muito bonito, sobretudo se for envernizado.
O processo resume-se em colar várias camadas (geralmente quatro) de tabuinhas finas, cada camada numa direção, fazendo-se com isso, um verdadeiro compensado naval com a forma do casco. Terminado o trabalho, impregnam-se as superfícies interna e externa com epoxy, podendo como no caso do strip-plank colocar-se um tecido fino externamente para reforçar a resina epoxy.
Barcos de laminado moldado podem ter o convés feito em ply-glass ou igualmente em laminado moldado.
O sistema de laminado saturado com epoxy (West) é internacionalmente consagrado e produz cascos leves e muito resistentes. Sua realização não é particularmente difícil, no entanto é mais demorada do que no sistema de strip-planking e o custo e mais alto, devido ao maior consumo de cola e maior perda no aproveitamento da madeira.
O processo é indicado para barcos mais sofisticados de alta qualidade de marcenaria.

Casco de um Samoa 29 construído em laminado moldado

Construção em Fibra de Vidro


O mais popular processo de construção de embarcações de recreio é sem dúvida o plástico reforçado com fibra de vidro. A maioria dos barcos é feita assim, o que representa um valor de revenda maior do que em outros processos.
As vantagens dos barcos de fibra de vidro são por demais conhecidas para repetirmos aqui, mas para a construção particular deparamo-nos com uma dificuldade. As fábricas de embarcações constróem um modelo que é uma réplica do barco a ser fabricado. Desse modelo é tirada uma forma que permite a produção de uma série de barcos iguais ao modelo.
vO custo para a fabricação da fôrma sendo alto, não fica econômico construi-la para a produção de uma só unidade.
A construção amadora geralmente é realizada sobre um modelo, mais ou menos precário, para ser destruído, e o casco daí produzido é então lixado por fora, com a dificuldade já mencionada de lixar fibra de vidro.
Tirando esse trabalho, um pouco cansativo, tudo o mais é compensador. Tem-se um casco até mais bem feito do que os de fábrica, pois a laminação sobre um molde macho facilita o trabalho, e, neste caso com uma proteção externa de base epoxy, está muito mais protegido de osmose (penetração de água através da resina) do que o barco de série.
Nossos planos para construção em fibra de vidro especificam uma laminação bem mais robusta do que é comum encontrar nos barcos de série, o que proporciona ao nosso cliente um casco mais forte e durável do que o seu equivalente comercial por um custo de material apenas ligeiramente maior, mas com a vantagem da segurança extra.
Para o convés dos nossos barcos de fibra. especificamos o sistema de ply-glass, que, além de acrescentar rigidez, permite integrar casco à parte externa do convés, tudo com o mesmo material.

Forma do convés de um Samoa 36

Construção em Sanduiche de Balsa ou Espuma de P.V.C.


Um barco construido pelo processo de sanduiche tendo como recheio um material (geralmente espuma de P.V.C. ou balsa) e interna ou externamente laminados de plástico reforçado com fibra de vidro ou as chamadas fibras high - tech, tais como fibra de carbono ou Kevlar, tem como resultado o que existe de mais leve, rígido e robusto que se possa fabricar.
Para os barcos de competição o método de construção em sanduiche é imbatível, e praticamente todos os barcos recentes bem sucedidos são fabricados desta forma. Para cruzeiro o sistema também é altamente recomendado pois produz barcos muito fortes sem ficarem pesados. Além disso o material é um bom isolante acústico e térmico.
Cuidados especiais devem ser tomados durante a construção para que haja ótima aderência entre as camadas interna e externa e o miolo de sanduiche. A construção em sanduiche é mais recomendada para estaleiros profissionais.

Construção em Aço ou Alumínio


Os barcos de aço vão se tornando os favoritos entre os cruzeiristas de longo curso, principalmente nos países da Europa.
As razões para isso são muitas. O barco de aço é muito mais forte do que os outros. O material é barato e fácil de encontrar. Se o casco é do tipo Multichine, a construção não é muito difícil e, em caso de avaria, em qualquer lugar do mundo, por mais remoto que seja, não é difícil encontrar equipamento e material para o conserto. A corrosão, que pode pesar no lado negativo, com o advento das proteções epoxy passou a representar um fator sob controle.
Sendo assim, é uma pena que no Brasil só agora comece a haver uma consciência sobre as vantagens do barco de aço.
Nossa firma como pioneira em desenhos de barco de aço no país juntou uma vasta experiência e mesmo desenvolveu alguns processos para facilitar a construção e a manutenção posterior. Também procuramos com o desenho de barcos modernos e velozes terminar de uma vez por todas com o tabu de que barcos construídos com esse material são lentos por serem muito pesados.
Nosso projeto mais conhecido neste material, o Multichine 37, com dezenas de unidades velejando apresentam uma performance que em nada fica a dever aos barcos de série equivalentes.
Recentemente introduzimos uma nova linha de projetos para construção em aço que, por sua boa performance e seu grande conforto já está se tornando famosa.
Especificamos nossos barcos metálicos para serem construídos também em alumínio. Este material é interessante por ser mais leve e menos corrosivo. Por outro lado é muito mais caro e mais difícil de ser soldado. Todavia havendo recursos, é uma ótima opção construtiva. O veleiro Paratii, do navegador Amyr Klink, coprojetado por nosso escritório, foi construído com esse material.

Terminando o convés do Multichine 45

Casco do Multichine 37 sendo virado

Multichine 45 Scirocco, construído em aço

Roberto Barros Yacht Design

link : http://www.yachtdesign.com.br/01_portugues/news_portugues.htm 

Um ótimo projeto para iniciantes

   Para os iniciantes na construção de barcos em compensado naval, existe no link abaixo um exelente projeto de um pequeno veleiro.




Para o companheiro Fernando Gonsalves

    Prezado Fernando:


    No site da arqnav do fazanelli migueis você encontrará uma chalana com as caracteristicas que você deseja


link:  http://www.arqnav.com.br/P156/p156.html


                                                                Chalana 15' ( 15 pés)


CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
Comprimento total
4,801 m
Linha d'água
-
Boca moldada
1,702 m
Pontal
-
Calado máximo
-
Deslocamento
52 kg
Quilha
kg
Motorização
25 hp
Tanque de combustível
-
Tanque de água doce
-
Área vélica
m²
Lastro
kg
Passageiros
4

 

quinta-feira, 24 de março de 2011

links interessantes

   Acessem esses links abaixo, pois são sobre construçao de barcos e outros assuntos inerentes.

informação


O Barco de Fundo Chato


Se você é construtor iniciante e pretende navegar em águas abrigadas nada mais apropriado ou aconselhável de construir do que um barco de fundo chato. A vantagem é a facilidade de construção, o tempo de execução que é bem menor do que o necessário para construir um fundo em V do mesmo porte, e menor custo. A isto junta-se a estabilidade, boa navegabilidade em águas calmas e o acesso a praias com pouca profundidade devido ao pequeno calado. Podem ser equipados com remos, motor ou vela, sendo neste último caso construidos com bolina móvel. Quanto ao desenho, tem normalmente deslocamento leve , casco relativamente estreito em proporção ao comprimento e curvatura do fundo suave tanto em direção à proa como à popa.
O princípio de construção é bastante simples : juntam-se duas peças que irão constituir as laterais do barco na roda de proa, em seguida fixa-se a caverna central - esta peça poderá permanecer incorporada ao barco ao final da montagem ou se prestar apenas como molde ou gabarito da seção com o objetivo de dar forma ao casco. As peças laterais são então aproximadas na popa umas das outras de modo a serem fixadas no espelho de popa. Após esta operação, basta fixar o tabuado do fundo. O barco estará praticamente pronto, restando apenas, se for o caso, instalar o motor interno, colocar as ferragens e efetuar a pintura.
A construção também pode ser feita pelo método tradicional, fixando as cavernas em um estrado, fixando os paus das quinas e preparando a estrutura para receber a forração do casco. Porém é muito mais fácil traçar as laterais do casco no próprio compensado que vai ser utilizado para esse fim e em seguida montar o conjunto como descrito anteriormente. Se a lateral do casco é uma peça em forma de retângulo com os lados paralelos é tudo muito simples, mas se você for construir um fundo chato com desenho mais elaborado, com o costado desenvolvido em formato próprio, o traçado da lateral deve ser obtido a partir da confecção de um modelo em escala reduzida, de modo que as linhas do desenho sejam exatamente aquelas do projeto considerado. O modelo pode ser feito em meia boca, já que não há necessidade do casco inteiro, a não ser que se deseje ter o barco em escala como peça decorativa ou outro fim. Essa forma de construção, a partir do forro das laterais, se aplica melhor aos barcos de menor porte e com casco de compensado.
Acesse os sites a seguir e veja a elegância e simplicidade de construção dos modelos apresentados.
  • Light Schooner
    Escuna de construção leve, fundo chato, 7,16 m de comprimento, boca 1,50 m. Passo-a-passo da construção do modelo projetado por Philip C. Bolger, com planos reduzidos no livro Build the New Instant Boats, autor Harold "Dynamite" Payson (veja o sumário na seção "Livros").
  • Wacky Lassie
    Barco a remo de fundo chato, de construção rápida, 3,50 m de comprimento, boca 0,76 m. Passo-a-passo da construção que tem como característica os lados em painéis retos (largura de 28 cm) com ângulo constante.
  • Construção em madeira/epoxi pelo Westsystem
Leia tudo sobre os barcos de fundo chato, construção, desenho,etc, em:
THE SHARPIE BOOK
Reuel B. Parker
International Marine
P.O. Box 220
Camden,ME 04843-USA

 

Informação

Materiais, onde Encontrar

Aqui você encontrará fabricantes de diversos materiais empregados na construção de barcos em geral. Através deles, consultando o setor de vendas, será possível chegar aos revendedores, representantes ou distribuidores dos produtos nas diversas regiões do país e na localidade mais próxima de você.

    Cabos de Aço

  • Siva
  • Impal
  • Morsing
  • A Morsing disponibiliza o catálogo, Guia do Navegador, publicação específica sobre cabos inox náuticos, com perguntas mais frequentes e tabela de seleção de cabos. Entre no site e siga as instruções para download.

    Colas e Adesivos

  • Tubolit
  • A Tubolit fabrica o Adesivo SCUNA, epoxi de dois componentes para colagem em geral e construção de sistemas compostos com fibra de vidro,fibra de carbono Kevlar ou madeira. Especialmente desenvolvido como impregnante e adesivo em sistemas compostos com fibra de vidro/ fibra de carbono / kevlar / madeira, que permitem a construção de estruturas de alta resistência e baixo peso, como embarcações, aviões ou planadores. O produto é encontrado em lojas especializadas em tintas náuticas. Embalagens de 1 e 5 Kg. Tubolit Indústria e Comércio Ltda. Rua Eloi Mendes, 150 - CEP 25010-550 - Duque de Caxias - RJ Tel.: (21) 2671-0163 - Fax: (21) 2671-4281
  • ALBA
  • A Alba fabrica o CASCOPHEN RS, adesivo à base de resorcinol-formol, para cura à tenmperatura ambiente, especialmente indicado para colagens de madeiras à prova d'água. É excelente para trabalhos navais, hidráulicos e outros, onde a colagem deverá ficar exposta, temporária ou definitivamente, à ação das intempéries, água, etc., como é o caso de barcos e caixas d'água. Encontrado nas grandes lojas de tintas.


    Elementos de Fixação

  • Ciser
  • Na Ciser você encontrará praticamente tudo em matéria de parafusos, dos galvanizados aos de aço inox. Consulte as tabelas de preços para ter acesso as medidas normalmente fabricadas.
  • Dapco
  • A especialidade da Dapco é a fabricação de pararafusos, fixadores em aço inox.
    Leia tudo sobre fixadores: tipos de metal, combinação de metais, os diversos parafusos, pregos etc, no livro Manual de Construção de Barcos, autor Jorge Nasseh. Veja o sumário na seção "Livros".


Tintas


  • Coninco


  • Além de outros produtos, a Coninco tem uma linha de fabricação voltada especialmente para a pintura de barcos de madeira.
  • International


  • A International dispõe, em sua linha de fabricação, de vários sistemas de pintura para barcos em geral, em fibra de vidro, alumínio, aço e madeira.
      Distribuidores e Assistência Técnica
    • Fortaleza - Beira Mar Tintas - tel. 85-3226-4800
    • Salvador - Tisa Nordeste Tintas - tel. 71-3243-3933
    • Vitória - Intercores- tel. 27-2122-1600
    • Rio de Janeiro - Pier 242 - tel. 21-3866-8527
    • Rio de Janeiro - Tintoflex - tel. 21-2286-5650
    • Paraná - Corzim - tel. 41-3027-5336
    • Blumenau - Corzim Tintas Ltda - tel. 47-3326-3244
    • Porto Alegre - Intersul- tel. 51-3342-8433
    • Leia tudo sobre os sistemas de pintura disponíveis, suas vantagens, etc, no livro Manual de Construção de Barcos, autor Jorge Nasseh. Veja o sumário na seção "Livros". Texto extraido do site - http://www.geocities.ws/barcosamador/materiais.html 

    informação

    Onde Aprender a Projetar Barcos

    Caso você deseje se profissionalizar na área ,ou simplesmente se aprofundar no aprendizado de como projetar embarcações de recreio, poderá recorrer às seguintes instituições:
    • Westlawn School of Yacht Design
      Oferece curso de Yacht Design na modalidade de ensino à distância. Existem duas versões do curso: uma, Yacht Design Professional , para quem vai se dedicar profissionalmente à arquitetura naval ; e outra, Yacht Design Lite , para quem deseja conhecer apenas os fundamentos do desenho e projeto de barcos.
    • Universidade Federal do Rio de Janeiro
      Curso de Engenharia Naval e Oceânica
      O curso de engenharia naval e oceânica oferecido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, prepara o profissional para atuar nas áreas de transportes marítimos e fluviais, assim como na construção naval e offshore, habilitando-o a desenvolver projetos de navios, lanchas, veleiros e plataformas de produção de petróleo.
      (Clique aqui para entrar na página )



    Curso Técnico de Nível Médio em Estruturas Navais

    Para aqueles que estão se preparando para ingressar no mercado de trabalho, há um curso de nível médio, profissionalizante, na área de estruturas navais, oferecido pela Escola Técnica Henrique Lage. Não se trata de um curso voltado exatamente para o projeto de embarcações, mas oferece um currículum que prepara o profissional para atuar na indústria naval com estágio em estaleiros, o que possibilita especialização em diversos setores de acordo com o interesse de cada um.

    Escola Técnica Henrique Lage
    Rua Guimarães Junior, 182
    Barreto - Niterói - RJ
    Telefone: 2628-0200
    Fax: 2626-5045 


    Informação

    Manuais de Construção de Barcos de Madeira

    Nesta seção você encontrará alguns livros que tratam dos conhecimentos básicos, iniciais, que o amador precisa ter para empreender a construção do seu barco. As publicações foram ordenadas aleatóriamente, não em uma presumida ordem de importância, mas se você procura um manual para quem está iniciando, vá ao título "Boatbuilding in Your Own Backyard".
    No livro Manual de Construção de Barcos, autor Jorge Nasseh (veja o sumário na seção "Livros"), você encontrará um capítulo dedicado a construção em madeira. Esta publicação é indispensável na prateleira de sua estante já que se trata de obra de autor nacional e sem os desencontros apresentados nas obras importadas no tocante a materiais. Nas publicações importadas os materiais são aqueles da região ou país de origem do autor e que normalmente não são encontrados no mercado nacional ou nas lojas próximas de onde você está, principalmente espécies de madeira e certas marcas de adesivos ou colas, assim como outros materiais.
    Veja a lista dos manuais e clique no que mais lhe interessar:

    HOW TO BUILD A WOODEN BOAT
    David C. "Bud" MacIntosh
    Illustrations by Samuel F. Manning
    Woodenboat Publications, Inc.
    Brooklin, Maine 04616 - USA - 1987

    Um excelente manual, muito bem ilustrado sobre a construção com forro em tabuado liso, muito comum em traineiras de pesca, escunas e outras embarcações de nosso litoral e rios. A obra gira em torno do processo de construção de um veleiro de quilha falsa, fundo redondo, projeto do próprio autor, com 39 pés de comprimento, 10 pés de boca e calado de 5 pés e 6 polegadas, desde o carenamento até o leme, respectiva ferragem e aparelho de manobra. Mostra como forrar o casco por dois sistemas: um, iniciando a fixação das tábuas a partir da linha da borda, descendo em direção a quilha ; e outro, a partir da tábua de resbordo junto a quilha, indo na direção contrária. Aborda a construção de mastros, tanto maciços e laminados como em forma de caixa.
    O sumário:
    Laying Down;
    The Making of Molds;
    The Ballast Keel;
    The Backbone: Keel and Sternpost;
    The Backbone: Stem, Rabbet, and Frame Sockets;
    The Backbone: Tail Feather, Transom, Molds, and Sheer;
    Ribbands and Timbering Off;
    Floor Timbers;
    The Planking Process: From the Sheer Down;
    The Planking Process: From the Garboard Up;
    A Smooth and Fair Hull;
    Ceilings;
    Fitting the Deck Framing;
    Laying the Deck;
    Building the House;
    Hatches and Other Deck Joinery;
    Fitting Bulkheads;
    Spars;
    The Rudder;
    Tools and Devices.

    Appendix
    Fitting a ballast Keel to an already built hull;
    A ballast keel filled out with deadwood;
    Centerboards.


    Topo da Página



    BOATBUILDING WITH PLYWOOD
    Glen L. Witt,Naval Architect
    Glen-L Marine Designs
    302 páginas

    Se você vai construir um barco com fundo em V e casco em compensado naval, este é um ótimo manual. Mostra todas as etapas do trabalho com inúmeras fotos acompanhando passo-a-passo as diversas fases da construção. Apresenta de modo resumido a construção pelo método stitch-and-glue. Não traz planos para construção.
    O sumário:
    Why build a Plywood boat?
    Can you build your own boat?
    Tools & Equipment;
    Plywood;
    Lumber;
    Fastenings;
    Glues,Adhesives & Encapsulation;
    Lofting; Full Size Patterns; Frames;
    Stems & Breasthooks;
    Transoms; Setting Up;
    Keels;
    Chine Logs;
    Sheer Clamps & Harpins;
    Battens;
    Fairing;
    Plyood Planking;
    Righting the Hull;
    Decking & Decking Frame;
    Motor Stringers; Finishes & Fiberglassing;
    Interior Joinerywork;
    Cabins;
    Daggerboards,Centerboards & Rudders;
    Stitch-and-Glue.


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    BUEHLER'S BACKYARD BOATBUILDING
    George Buehler
    International Marine - Camden, Maine - EUA

    Outro excelente manual incluindo planos de construção reduzidos de veleiros e barcos a motor desde 28 a 55 pés, com fundo em V, todos construidos com casco em tabuado liso, podendo o amador optar por forrá-los com compensado naval, conforme comentado no próprio texto. Embora em escala reduzida, os projetos contém o necessário para o amador desenvolver a construção de cada modelo a partir das intruções passadas pelo autor ao longo do livro. Os planos contém todo o dimensionamento das peças estruturais das diversas embarcações, além de tabelas de cotas, planos de linhas etc. Mostra em todos os detalhes a confecção de quilha falsa fundida em concreto; faz comparação desta com a quilha fundida em ferro e em chumbo.
    O Sumário:
    Things to Think About When Choosing a Boat to Build;
    Setting Up Shop;
    Materials
    Lofting
    Keels and Ballast
    Framing Up
    Planking
    Decks
    Bolt-Ons: Rails, Chainplates, Posts, Spirits, and Bulwarks;
    Hatches and Houses
    Mechanical Stuff
    Interiors
    More Bolt-Ons: Coamings, Rails, Companionways; and Rudders;
    The Finish: Paints, Varnish, and Oils;
    The Launch;
    The Rig.

    Appendix
    Outfitting
    Boat Plans
    Suggested Reading

    Projetos incluidos no livro:

    PLANOS DE VELEIROS DE QUILHA FALSA COM SEÇÃO EM V
    Nome Comprimento Boca Calado Deslocamento
    HAGAR 28' 8' 4' 6" 8,000 lbs
    JUNO 35' 6" 10' 7" 5' 6" 22,500 lbs
    OLGA 42' 12' 2" 7' 46,000 lbs
    ARCHIMEDES 43' 13' 6" 6' 42,000 lbs
    DRAGONFLY 50' 11' 6" 6' 36,000 lbs
    PLANOS DE BARCOS A MOTOR COM SEÇÃO EM V
    ALASKA 34' 11' 3' 6" ---
    JULIAN ADDERLY 30' 4 10' 3" 3' 6" ---
    A.W.HUDERMANN 55' 4" 15' 6" 6" 73,600 lbs


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    BOATBUILDING IN YOUR OWN BACK YARD
    Sam Rabl
    Cornell Maritime Press, Centreville, Maryland 21617 - USA
    ( 1947, 1948, 1984)

    Manual de construção detalhado, ótimo para principiantes, com 11 projetos de embarcações de pequeno porte.
    O sumário:
    Boatbuilding Woods
    Tools and Their Uses
    Fastenings
    Laying Down and Taking Off
    Framing the Boat
    Making the Fits
    Planking and Decking
    Installing the Motor
    The Cabin
    Joiner Work Details
    Plumbing
    Sails and Rigging
    Caulking and Paint
    Useful Information
    Building the Boat

    Projetos incluidos no livro:

    PLANOS DE CONSTRUÇÃO DE VELEIROS
    Nome Comprimento Boca Calado Característica
    TEAL 15' 4' 6" --- Fundo chato em compensado, para remo, vela com bolina móvel ou motor de popa.
    TTIMOUSE 15' 6' --- Veleiro c/casco em strip planking, c/cabine e bolina móvel. Fundo chato e costado redondo.
    PICAROON I 18' 7' 6" 3' 6" Quilha falsa, fundo em V, casco em compensado, c/motor auxiliar de centro de 12 HP ou de popa com alojamento apropriado.
    PICAROON II 18' 7' 6" 3' 6" Mesma quilha do anterior, porém com fundo redondo, casco em strip planking.
    PELICAN 24' 6" 9' 3' 6" Quilha falsa, fundo em V, forro em tabuado liso ou compensado, motor auxiliar de centro de 12 a 25 HP
    PLANOS DE CONSTRUÇÃO DE BARCOS A MOTOR
    SANDPIPER 15' 4' 6" --- Fundo em V com casco em compensado e motor de popa de 5 a 8 HP
    OSPREY 15' 6' --- Fundo chato com tabuado liso e costado redondo em strip planking.
    FISH HAWK 18' 7' --- Fundo redondo, forro em strip planking, c/motor de centro de 25 a 100 HP.
    PUFFIN 18' 7' 6" --- Seção em V, casco em compensado, para motor de popa.
    KITTIWAKE 24' 8' 9" 2' Fundo em V, casco em tabuado liso ou compensado, c/motor de centro de 25HP.


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    BOATBUILDING
    Howard Chapelle
    W.W. Norton, 1941and 1969

    Considerado a Bíblia da construção de barcos em madeira, aborda todo o processo construtivo com ampla descrição de detalhes de barcos de fundo chato, em V e redondo. Apresenta alguns planos de construção reduzidos que servem de apoio ao desenvolvimento da explanação feita pelo autor.

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    HOW TO BUILD WOODEN BOATS - With 16 Small-Boat Designs
    Edwin Monk
    Dover Publications, Inc. New York - EUA

    O forte desta publicação são os 16 planos de construção apresentados. Nas primeiras 30 páginas do livro, o autor apresenta um resumo das técnicas de construção de pequenas embarcações e logo a seguir passa a expor os seus projetos, desde um pequeno barco a remo, veleiros, barcos a motor, a um veleiro de 17 pés com casco multiquinas, de quilha falsa. Os desenhos remontam a 1934, época da primeira edição do livro, mas o estilo dos projetos, em sua maioria, pode ser perfeitamente utilizado no momento atual.


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    Texto extraidos do site - http://www.geocities.ws/barcosamador/manuaisdeconstrucao.html

    Informação


    O Amador e a Capitania dos Portos


    O amador poderá imaginar que é só construir o barco, colocá-lo na água e sair para o seu lazer. Não é bem assim. Para que você possa sair por aí com o seu barco, é preciso ter habilitação da Capitania dos Portos. A habilitação tem várias categorias dependendo do tipo de barco a ser conduzido, se em mar aberto ou em águas abrigadas (baías, rios e lagos). O amador pode então ter habilitação de "veleiro", "arrais", "mestre amador" e "capitão amador" que pode navegar inclusive em águas internacionais. Para a construção do barco também existem certas regras a cumprir de acordo com o porte da embarcação. Existem alguns procedimentos a serem seguidos para a licença e legalização dos barcos normalizados pela Diretoria de Portos e Costas. Nada que o próprio amador não possa fazer, aliás a própria Capitania dos Portos estimula o amador neste sentido informando que não há necessidade de intermediários. (veja o site www.cprj.mar.mil.br). Vale observar que as embarcações de comprimento até 5 metros, consideradas pelas normas como embarcação miúda, têm tratamento específico, sendo dispensadas do cumprimento de determinados itens da legislação, obrigatórios para embarcações de maior porte.
    Clique no link a seguir para acessar diretamente a página das normas da Diretoria de Portos e Costas que trata de tudo sobre a legalização do barco, habilitação e outros ítens da relação entre os amadores e a Capitania dos Portos.


    Normas da Autoridade Marítima - NORMAM
     
    dados extraidos do site - http://www.geocities.ws/barcosamador/oamadoreacapitania.html

    terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

    Lapstrake, um belo método de construção.

        Para construtores iniciantes, eu sempre aconselho a técnica do costure e cole (stitch and glue), mas vale ressaltar que apesar da praticidade desse método, ele peca pela falta de beleza conseguida na construção.
        Um método que consegue um barco muito bonito é o lapstrake. Esse método consiste basicamente, em sobrepor as tábuas para se conseguir o casco, para isso tem que se ter um projeto que defina o molde.Serei mais profundo no próximo post aonde relatarei com mais detalhes a construção de um pequeno barco em madeira, utilizando esse método.










    sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

    Ainda sobre o pequeno príncipe

    Características de Estabilidade e Navegabilidade

    Estabilidade estática

    O gráfico ao lado mostra o braço de restituição para ângulos de adernamento de 0 a 180 graus. Que informações este gráfico nos dá a respeito da estabilidade do Cruiser? Em primeiro lugar, vemos que o barco tem estabilidade positiva até um ângulo de quase 120 graus, ou seja, até este ângulo, o barco retorna à posição vertical por conta própria. Além disso, comparando as áreas formadas pela curva acima e abaixo do eixo de GZ=0, vemos que a energia necessária para virar o barco (área da curva positiva) é bem maior que a energia para desvirá-lo, ou seja, em condições de mar capazes de provocar uma capotagem, o barco provavelmente retornará a posição correta por conta própria em pouco tempo.
    righting-arm-webAlém disso, a inclinação do gráfico até 30 graus indica uma grande estabilidade inicial, que permite carregar mais área vélica ou suportar ventos fortes sem necessitar rizar as velas. A vantagem é óbvia: mais vento=mais velocidade.

    Plano Vélico

    pequenoprincipe135gaff
    armação carangueja (gaff rig)
    Duas opções de armação Sloop são oferecidas: uma com maior área vélica (11 m2) na vela grande e na genoa (com gurupés), mas com centro de esforço mais baixo. A segunda versão tem menor área vélica (9,3m2), melhor desempenho no contravento, mas o centro de esforço das velas está na mesma posição longitudinalmente, e você pode optar por qualquer uma delas sem precisar modificar a posição da caixa de bolina.
    Outra opção é a armação Catboat, muito popular fora do Brasil, em especial nos EUA. Uma única vela carangueja é armada num mastro montado quase na proa. Vantagens óbvias: cabine sem obstrução do mastro e simplicidade para armar e velejar.
    O catboat é um barco de pesca e trabalho que foi muito utilizado na região de Cape Cod (Nova Inglaterra, EUA) no século XIX e começo do século XX, por sua estabilidade, capacidade de carga e facilidade de navegação, e após os anos 50 voltou a se tornar popular, desta vez como veleiro de recreio. É uma armação que tem como principal vantagem a facilidade de navegação em especial quando o barco é tripulado por uma pessoa apenas.
    Apesar da maioria absoluta dos veleiros brasileiros utiliza velas grandes triangulares (bermuda rig), preferida em regatas devido ao melhor desempenho no contravento, mas a vela carangueja (gaff rig) é a que oferece melhor eficiência no vento de popa e de través. Como este não é um veleiro para regatas, preferi utilizar este tipo de vela, já que as suas vantagens, em minha opinião, compensam a sua deficiência na orça fechada.
    Área Vélica e Centro de Esforço Lateral
    lead_135Na figura ao lado você vê o plano vélico do Cruiser 135, agora batizado, por vocês, de Pequeno Príncipe. O Pequeno Príncipe dos mares é um veleiro diferente, porque seu projeto foi feito a partir de constantes pesquisas e enquetes com os leitores do site, e seu desenvolvimento levou em conta o compromisso entre custo, segurança e facilidade de transporte, guarda e uso, para ser um primeiro veleiro ideal para quem quer construir seu primeiro barco.
    A idéia é que ele seja um veleiro ideal para o aprendizado, tanto da arte de contrução de veleiros em compensado  naval, quanto da arte de velejar.
    A Área vélica é de 10m2, e a armação Gaff Rig (carangueja) tem um centro de esforço mais baixo, permitindo maior área vélica com menor adernamento. A armação escolhida também tem melhor desempenho em ventos de través e popa, perdendo para a armação marconi (sloop) apenas na orça fechada.

    Os numeros do pequeno príncipe

    Os Números do Pequeno Príncipe 135

    Como havia prometido, aí vão os primeiros números do Cruiser 135, para que vocês possam ter uma primeira idéia das características e dimensões do barco, e uma primeira estimativa de desempenho e características de estabilidade. Coloquei também alguns desenhos do casco em 3D, feitos num software de projeto naval.
    tela do FreeShip, onde o projeto está sendo desenvolvido
    render-pequeno-principeComo se vê acima, trata-se de um casco de planeio e baixo calado. Mais detalhes abaixo:Comprimento na linha d´água:      3.629 [m]
    Comprimento total:      4.233 [m]
    Boca na linha d´água:      1.619 [m]
    Boca:      1.816 [m]
    Calado (sem bolina) :      0.22
    Nesta configuração o barco desloca 600 kg, peso elevado para um pequeno veleiro. Supondo que ele tenha cerca de 120kg de lastro, e pese cerca de 150kg (casco), temos uma carga útil de quase 330kg. Permite, assim,  fazer velejadas mais longas levando água e mantimentos.
    Coeficiente de bloco :        0.4659
    Coeficiente prismático :        0.6155
    O casco tem generosas superfícies planas, para permitir maiores velocidades em regime de semi-planeio, e o coeficiente prismático é elevado devido às dimensões da popa.
    lateral-casco-cruiser-webEstes são apenas dados preliminares obtidos da análise da hidrostática d0 primeiro esboço do casco. Este terá que ser desenvolvido ainda, para que depois se faça o projeto do plano vélico, e depois da quilha e do leme. Apenas após a conclusão desta etapa será possível iniciar os desenhos técnicos, de construção.
    Fiquem ligados nas próximas notícias para saber das novidades. Na próxima parte, primeiras estimativas de estabilidade do Cruiser 135.  http://gustavodantas.wordpress.com/projeto-cruiser/dimensoes-area-velica-cruiser-135/


    Pequeno príncipe 135

    Finalmente, um veleiro na medida para o construtor artesanal de barcos brasileiro!

    pequenoprincipe135gaffDepois do sucesso do CD de projetos de veleiros para construção artesanal, decidi iniciar um projeto próprio, unindo o conhecimento adquirido em anos de pesquisa sobre o tema às minhas próprias idéias sobre como deveria ser um veleiro capaz de unir 3 características básicas: Baixo custo, facilidade e rapidez de construção, e compromisso aceitável entre conforto e desempenho. Explicarei melhor estes 3 itens abaixo:
    1. Baixo custo: se você tem dinheiro na conta, siga o conselho de um amigo meu, que comprou um casco Bruce Roberts 35 e o reformou inteiro, “não construa, compre pronto e vá velejar!” É claro que não construímos barcos apenas porque não podemos gastar, a construção de um barco, como de qualquer outra coisa (uma casa, um carro, seus próprios móveis), dá ao construtor uma dignidade e orgulho ao ver sua obra pronta e servindo, que não se pode comparar com nada que se compre. Mas quando se fala de um veleiro pequeno, digamos, de 16 pés, não vale a pena construí-lo se ele custar mais que 5000 reais, porque com esta quantia você pode comprar um Paturi usado. A não ser, claro, que você queira construir um barco específico, um desenho mais clássico, ou um layout específico, mas na faixa de 16 pés, o grande chamariz de um projeto para construção artesanal é o baixo custo e a simplicidade, para que o projeto sirva de escola para construtores iniciantes, que dispõe de pouco capital e pouco tempo disponível.
    2. Simplicidade e rapidez de construção: para um construtor amador, que procura seu primeiro veleiro para construir em compensado naval, um projeto deve ser simples e rápido, ou seja, o método de construção deve permitir que uma pessoa, sozinha, possa executar a maior parte da construção, excetuando a eventual viragem do casco, e instalação da quilha ou do lastro. Além disso, o melhor método é o que combina baixo custo de material com menor número de peças e simplicidade nas formas. É possível construir um casco muito barato usando tábuas parafusadas sobre cavernas e fundo chato, porém, a vedação e acabamento das tábuas, assim como a montagem de numerosas cavernas, pode prolongar a construção em demasia. Cascos de compensado naval sobre cavernas temporárias, como o Sztrandék, ou em “stitch-and-glue”, como o Vagabond 23, são simples de construir e utilizam poucas placas de compensado em comparação com, por exemplo, um Multichine 23 (projeto do Cabinho) ou um Pilgrim 590, que utilizam anteparas de compensado naval para apoiar as longarinas e o casco.
    3. Compromisso entre desempenho e conforto: a não ser que você seja um regateiro convicto, um veleiro deve oferecer um compromisso entre velocidade e conforto. Ou seja, se for muito lento, a tripulação vai ficar muito cansada até chegar ao destino, e uma tripulação cansada e desatenta é um problema para a segurança da velejada. Por outro lado, barcos de regata, com grande estabilidade de desenho e cascos de planeio, cockpits amplos e leves, tendem a ser duros em mar agitado, e não oferecem muito espaço se você quer um pernoite com algum conforto, e itens tais como beliches, cozinha, WC, e assim por diante. Mas aí trata-se de gosto pessoal. Eu pessoalmente prefiro um barco que permita viagens mais ou menos prolongadas, com conforto (tanques de água com uns 50 l, geladeira 12V ou caixa de gelo, fogão, WC, ducha no cockpit, etc.) e pé direito que permita, ao menos, ficar sentado nos beliches sem bater a cabeça no teto. Por outro lado, um barco deste tamanho tende a ser lento, devido ao seu comprimento, e por isso o casco deve permitir um desempenho razoável em planeio, embora cascos de planeio com popa muito larga sejam duros em mar agitado.
    Assim o projeto Cruiser será o barco ideal para o construtor iniciante de veleiros, e será também um excelente veleiro para o velejador iniciante, já que terá um desenho voltado à estabilidade, segurança, conforto, que um velejador solitário poderá velejar com tranquilidade, sem catracas, tralhas e itens caros na mastração e velame. Enfim, a idéia é projetar um barco que seja fácil e barato de construir (abaixo de 3000 reais), que possa ser feito em pouco tempo (menos de um ano, utilizando apenas os fins de semana), e que seja divertido e confortável para um casal passear durante o fim de semana, sem precisar atracar.

    Primeiros esboços

    A partir da proposta inicial apresentada nos artigos anteriores, e dos resultados parciais da pesquisa feita com os leitores, desenvolvi os primeiros esboços e plano de linhas, e defini as caracterísiticas básicas do pequeno veleiro.
    Em primeiro lugar, mudou bastante o desenho do casco e o layout interno. Os esboços mostrados nos artigos anteriores (partes 1 e 2) apresentam dois beliches, com bolinas basculantes sob cada um, para eliminar uma caixa de bolina no meio do salão. Entretanto, devido à pequena boca, e ao pé direito limitado devido ao tamanho do veleiro, optei por eliminar beliches e deixar o piso da cabine sem qualquer saliência ou obstrução. Assim, os tripulantes podem se sentar ou deitar livremente no piso. A caixa de bolina volta à posição central, para deixar espaço generoso para pernoite (dois metros de comprimento e 80cm de largura na parte mais larga). Lembrem-se, não dá para fazer milagres com uma cabine de 2m, e não se pode simplesmente fazer uma cabine de um 24 pés em miniatura, já que os tripulantes não podem ser encolhidos.
    Quanto à cozinha, WC químico e caixa de gelo, ficam todos escamoteados sob o cockpit e nos armários laterais. O fogão pode ser um destes de camping, que fica de pé no armário, e se apóia sobre uma mesa basculante, e caixa de gelo e WC correm de compartimentos sob os bancos do cockpit para dentro da cabine. Os colchões são segmentados, e a parte que fica junto à antepara pode ser retirada e apoiada no costado para servir de encosto, quando os tripulantes estiverem sentados.
    Vantagens: mais espaço para deitar e se mexer, pé direito baixo mas que permite sentar sem bater a cabeça no teto, menor complexidade, menor número de peças, menor custo, mais praticidade.
    plano_de_linhas_cruiser_135
    plano de linhas do Cruiser 135
    Quanto ao desenho do casco, optei por um casco de planeio, com popa larga, claramente esportivo. Por quê? Ora, quanto menor o comprimento na linha d’água, menor a velocidade máxima do casco (em deslocamento). Num barco deste LOA, a velocidade do casco fica por volta dos 5 nós, independentemente dos ventos. Porém, com um casco de deslocamento esta velocidade pode ser grandemente ampliada, como ocorre com os daysailers e barcos de regata. Além disso, um cockpit largo devido ao desenho da popa, oferece mais espaço para tripulantes e para armazenar motor de popa, velas, mantimentos, etc.
    O comprimento, de 4,2m, foi escolhido porque permite montar as placas laterais do casco com apenas uma emenda (compensado naval vem em chapas de 2,2m x 1,6m), reduzindo tempo de construção e desperdíio de material. Aliás, tudo neste barco foi pensado para oferecer menor custo e maior simplicidade sem prejuízo do desempenho, diversão, segurança e praticidade. É claro que concessões tiveram que ser feitas no que se refere a conforto, pelos próprios limites de espaço definidos pelas dimensões. Porém, como se verá, a praticidade e versatilidade deste projeto mais do que compensam suas limitações.
    plano_velico_cruiser_135
    esboço do plano vélico do Cruiser 135
    Quanto ao plano vélico, notem a semelhança da armação “gunter rig” com a armação “marconi” (sloop). Esta armação reúne as vantagens da marconi na orça fechada com o menor custo da armação carangueja (”gaff rig”, pouco conhecida no Brasil). Por dispensar trilhos, cruzetas, e uma série de equipamentos e assessórios caros, o “gaff rig” é muito atraente. Você pode fazer as velas em casa, assim como mastro, retranca e verga. Por este mesmo motivo optei por um perfil clássico, apesar do casco ter um desenho moderno.
    Quanto ao método construtivo, estou ainda decidindo entre “stitch-and-glue” (costure e cole) e algo semelhante ao Sztrandék, sem cavernas, com as placas do casco fixas sobre longarinas apenas. O primeiro tem a vantagem de ser mais rápido e fácil de montar o casco, mas exige mais tempo fibrando o casco, fazendo as emendas, e depois lixando tudo. O método de casco sobre longarinas sem cavernas dá mais trabalho, já que exige anteparas temporárias para posicionar as longarinas, mas dispensa a fibragem no casco todo. Basta selar com epóxi, dentro e fora. A fibra pode ser aplicada na parte submersa para aumentar a resistência e evitar a infiltração de água após algum choque no casco. Este método também me parece ter um custo menor, já que a resina epóxi é cara.  https://gustavodantas.wordpress.com/projeto-cruiser/